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NOTÍCIAS
19/11/2021
Coleta Seletiva completa dois anos com muitos desafios. Prefeitura realiza ofensiva contra o lixo e alegretenses são chamados a separar resíduos sólidos e reciclar
Numa sociedade ocupada atualmente com tantas polêmicas, a maioria expressiva da população pelo menos está de acordo com a necessidade de reciclar os resíduos. Entre o discurso e a prática, no entanto, a distância é enorme.

Entulhando o acesso aos ganhos ambientais, sanitários e econômicos da reciclagem há empecilhos de várias ordens. A falta de educação ambiental — e até a falta de educação pura e simples — é mencionada genericamente como a causa principal para as montanhas de resíduos que, muitas vezes, se acumulam nas ruas ou, infelizmente, por meio da depredação de contentores de separação em volta da cidade.

Em setembro de 2019, Alegrete dava início às atividades da Coleta Seletiva. A secretária de Meio Ambiente, Gabriella Segabinazi, ressalta que após dois anos de implantação do processo realizado por meio de chamamento público para que as duas cooperativas de catadores da cidade fossem habilitadas a receber os materiais recicláveis que são coletados, o sistema ainda é prejudicado pela falta de consciência e de informação, mas também pela carência de interesse e descaso de muitos. “Isso que em nossa cidade a colocação é de duas lixeiras — uma para o lixo seco e outra para o molhado”, lembra.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, adquiriu um caminhão e 100 unidades de contentores na época. Posteriormente, o Município foi adquirindo outras unidades de contentores. Atualmente, são 208 unidades de contentores nas ruas.
Hoje, a Coleta Seletiva funciona com três garis e um motorista, com o custo mensal em torno de R$ 10.000,00. Cada contentor custa em torno de R$ 1.400,00. São coletadas em torno de quatro toneladas de resíduos recicláveis por semana, totalizando em torno de 16 toneladas por mês.

Gabriella reforça que em algumas ruas a Coleta Seletiva funciona de forma excelente, com a separação correta dos resíduos por parte dos moradores e há conservação dos contentores. “Os pontos mais críticos infelizmente são no centro da cidade, onde parte da população não colabora. Falta empatia, informação e descaso por parte de algumas pessoas, que são aspectos fundamentais para a reversão desse cenário”, enfatiza.

Ainda assim, a secretária acredita nas possibilidades de melhora do quadro e até da conversão dos resíduos em riqueza. “Temos um trabalho sério e de conscientização, que vão das escolas ao público em geral. São trabalhos que induzem a expectativas otimistas. Precisamos de maior consciência e auxílio da população com a separação correta, pois os resíduos tem valor. Quanto melhor a separação do resíduo, mais ele rende. Quando ele se mistura, deixa de ser reciclável e deixa de criar renda. Os resíduos coletados são fonte de renda para as cooperativas dos catadores. Nós geramos muitos resíduos e jogamos muito fora. Estamos pisando em dinheiro”, alerta a secretária.

Segundo ela, a estruturação de um sistema de seleção dos resíduos por cooperativas de catadores, além do engajamento de grupos empresariais na redução de resíduos e no desenvolvimento de compostagens, ajudará na mobilização dos cidadãos em prol da coleta e separação dos resíduos. “Vamos trabalhar a cada dia por mais consciência, pois não permitiremos que nossos esforços de separação dos resíduos sejam sabotados por atos isolados. A coleta seletiva não é só no nome. É um conceito de futuro sustentável. É lamentável que algumas pessoas destruam o patrimônio público, que é de todos, com todo o tipo de depredação, colocando inclusive fogo nos contentores ou utilizando da maneira incorreta”, explica.

Conforme a gestora, simples ações como manter as tampas dos contentores fechadas evitam o mau cheiro e a proliferação de insetos. “Cabe lembrar que pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) a responsabilidade é compartilhada, todos somos responsáveis pela destinação correta”, finaliza Gabriella.
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