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História
Mais Detalhes

1811 a 1816: Período de permanência do exército no Inhanduí, na atual Estância Santa Jovita (firma Albornoz), a 24Km da atual cidade de Alegrete, e que popularmente recebeu o nome de Capela Queimada.

08/02/1811: D. Diogo de Souza chega ao Ibirapuitã.

09/02/1811: Estaciona, no Ibirapuitã, a Artilharia de São Paulo, sob o comando do General Joaquim Xavier Curado.

15/02/1811: D. José da Silva Coutinho cria a Vara Eclesiástica de São Luiz Gonzaga a que ficaram subordinadas as Sete Missões.

25/10/1811: Convenção entre Portugal e a República de Buenos Aires, marcando os limites do Rio Grande do Sul e os do Paraná com as Províncias do Prata.

12/09/1812: D. Diogo de Souza deixa o comando do Exército Libertador, e retira-se para o Porto Alegre.

1814: O primeiro povoador do Rincão de São Miguel foi o Tenente Hipólito Francisco de Paula, que obteve a Sesmaria de São Jerônimo, local onde foi criada a fazenda do Pinhal.

1814 a 1816: Duração da Capela de Nossa Senhora Aparecida, do Inhanduí, hoje, Capela Queimada.

25/06/1815: O Marquês de Alegrete manda distribuir, em Porto Alegre e Rio Grande, as instruções sobre as programáticas que deveriam ser observadas pelo povo, em relação ao Clero e à nobreza.

15/12/1815 a 26/04/1821: Reino Unido de Portugal, do Brasil e de Algarves, tendo D. João como Rei.

08/03/1816: A Provisão Geral dividiu todo o território missioneiro em 7 freguesias. O Distrito de Alegrete continua a pertencer à circunscrição eclesiástica da Freguesia de São Borja, conforme decisão do Provisor Vigário Geral. São Borja é a cabeça da Comarca, a sede da administração.

30/031816: D. João organiza o Exército Português (5.000 homens) na Europa que chega, nesta data, ao Rio de Janeiro, e junta-se com 2.000 homens aqui existentes, comandados pelo General Joaquim Xavier Curado. Este Exército era para invadir a Banda Oriental do Uruguai, obedecendo a um plano de conquista.

01/06/1816: Chega ao Rio de Janeiro o botânico August Sain-Hillaire que vai fazer um dos mais importantes relatos sobre o Brasil e o Rio Grande do Sul.

Agosto de 1816: O Marquês de Alegrete assume o Comando Geral das Forças na Fronteira Sudoeste, a fim de tomar providências ordenadas pelo Rei. Desde agosto, a fronteira e, antes mesmo, as tropas uruguaias distribuíram-se em duas colunas: uma comandada por Andres Artigas, e outra pelo próprio D. José Artigas que, acampado no Arapeí, enviara a vanguarda composta de 3.400 homens, dirigidos por La Torre. Dessa maneira, procuravam apoderar-se, inicialmente, da costa do Rio Uruguai, nos Sete Povos, que os gaúchos haviam conquistado em 1801. o Marquês de Alegrete entregou o Comando das forças da vanguarda ao General Joaquim Xavier Curado e, sob as ordens deste, o general José de Abreu.

16/09/1816: Incêndio do "Povoado dos Aparecidos" e da Capela do Inhanduí, hoje Capela Queimada.

Setembro de 1816: O General Thomaz da Costa Rabelo e Silva, comandante da Coluna avançada do General Joaquim Xavier Curado, tem seu acampamento no lugar onde hoje é a cidade de Alegrete. O General Curado estava acampado no Ibirapuitã-Chico, margem direita (alto Caverá), hoje, no Município de Livramento.

16/09/1816 a 26/12/1816: Período em que os fugitivos da "Capela Queimada" levam para chegar até o local da atual cidade de Alegrete.

03/10/1816: O General Abreu derrota Andres Artigas, que sitiava São Borja, e este levanta o sítio. Abreu teve sob suas ordens um corpo de 400 índios lanceiros. Abreu era o Comandante do Distrito de Entre-Rios (Uruguai, Ibicuí, Ibirapuitã e Quarai).

19/10/1816: A vanguarda do exército de Artigas, comandada pelo Coronel Verdun, foi derrotada pelo Brigadeiro João de Deus Menna Barreto, na costa do Ibirocai. Os invasores entraram no Município de Alegrete, pela fronteira de Quarai. Perda inimiga: 238 mortos e 24 prisioneiros.

20/12/1816: O Marquês de Alegrete estava com seu Quartel General no Ibirapuitã, junto ao General Curado, ao General Abreu e ao General Thomaz da Costa, onde se abrigavam os fugitivos do Inhanduí, que se estabeleceram próximos ao acampamento (provavelmente no local da Praça Getúlio Vargas), na margem esquerda do Rio Ibirapuitã.

26/12/1816: Data do primeiro Batismo, realizado na legião do Exército, pelo Capelão da Legião, o Padre José de Freitas, batismo da menina Zefirina. Essa data pode ser considerada a efetiva certidão de nascimento da futura cidade de Alegrete.

04/01/1817: Batalha de Catalã, onde participaram o Marquês e a Marquesa de Alegrete, o Grandioso General Abreu, o "Anjo da Vitória".

25/01/1817: Os fugitivos da Capela do Inhanduí, enviaram um ofício ao Marquês de Alegrete, que se encontrava no Quartel-General em Quaraí, pediram licença para erguerem uma nova capela. De fato, pouco tempo depois, o Marquês fez construir uma pequena igreja, na colina da margem esquerda do Rio Ibirapuitã, e forneceu dinheiro a diversos moradores para construírem suas choupanas nesse local. Aí estabeleceu-se, então, o povo que deu origem a depois denominada Alegrete, em homenagem ao seu fundador protetor. A primeira casa de Alegrete foi construída pelo barqueiro do Rio Ibirapuitã que fazia a travessia dos habitantes no local denominado Guaçu Passo (Passo Grande), onde hoje está situada a Ponte Borges de Medeiros. A antiga casa do barqueiro era no mesmo local da antiga Casa São Miguel, pertencente ao comerciante Fortunato Reston, na Rua do Bom Retiro ou Rua do Passo (hoje Rua Venâncio Aires), esquina da Rua Visconde de Tamandaré. Este local que parece ser tão longe hoje, seguramente foi escolhido para evitar as cheias do rio.

27/01/1817: O Comandante do Distrito de Entre Rios, o Tenente Coronel José de Abreu manda iniciar a construção das moradias para os fugitivos do Inhanduí. Quando José de Abreu recebeu as ordens do Marquês para erguimento da povoação, ele já havia determinado o local e iniciado realmente o povoamento, com a construção das primeiras habitações, ali, na retaguarda das tropas, nos fundos do acampamento do Ibirapuitã. Se Antonio José Vargas foi o "doador das terras onde está a cidade de Alegrete", porque tinha o senhorio das terras, na qualidade de Comandante Militar e D. Luis Telles da Silva Caminha e Menezes. 5º Marquês de Alegrete foi o fundador legal de Alegrete, que dele tomou o nome, porque, por sua autoridade, a "nova povoação", foi estabelecida e legalmente reconhecida em sua qualidade de representante do Monarca Luso-brasileiro.
 


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